Oct 222015
 

24 e 25 Outubro das 17:00 às 20:00 [Atelier Marlene Dias]

Rua de Arroios 22A / Metro dos Anjos
 
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Foto @ Marlene Dias


 

 

Oct 052015
 


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Rachel Korman quando recebeu o convite do 22Atelier lançou um convite aos amigos de Lisboa e do Rio de Janeiro …
“Quero convidar vocês a fotografarem por mim. Tendo como referência o que conhecem sobre meu trabalho, minha história de vida e personalidade, fotografar como se olhasse com meus olhos”.

E o resultado foi a comemoração da amizade e partilha….

Rachel Korman

Habitar os teus [seus] olhos

 

“… Possível seja o ponto de loucura,
Possível seja a tua consciência –
O nó da vida em que fomos marcados
E desatados para a existência…”

Ossip Mandelstam in Guarda minha fala para sempre

Pode colocar-se este título como uma interrogação ou afirmando sem mais.
Penso que ambas as hipóteses são plausíveis, se exigem mesmo.

Em 2011, quando da exposição de Rachel Korman, para o espaço Rosalux em Berlim, escrevi Shadow of my being, texto sincopado em “Preâmbulo acerca das sombras”, “Acto em redor de um rosto” e “Acto decisório de si (re)unido ao outro”.
As ideias que incentivaram o projeto agora apresentado, associam-se com intimismo e despudor às reflexões que, já então, se plasmavam fundamentais, instituindo-se como bases conceituais à produção da artista brasileira que tem sempre um abraço pousado em Lisboa.
A distância física dos lugares tomados para nós, propõe-nos efabulações baseadas ou não em fatualidades ensimesmadas e felizes, pese embora a ausência e intangibilidade manifestas. Essa falta de presença física nos locais eleitos colmata-se mediante estratégias de natureza vária. Pretende-se atingir um estado agradável de “sobrevivência na distância” fundada em assunções psicoafectivas, quer das dinâmicas sensoriais, quer do pensamento crítico em ebulição. É o “eu” em condição saudável, que se quer feliz e grato por estar acolhido em almas cúmplices e duradoiras. É o festim, esse banquete onde se reuniriam as afinidades argumentativas, teria exclamado Paulo Reis, uma das vozes ausentes que, todavia, estará sempre. Então, habitar os teus [seus] olhos não corresponde a um ato autoritário, muito pelo contrário, um ato generoso, de congeminações quanto ao gosto, à necessidade, à premência de viajar excertos de coisas, pessoas ou paisagens, sendo tudo. O desafio de Rachel Korman, endereçado a amigos/ artistas de Portugal e Brasil consistiu numa demanda que cada um cumpriu de moto próprio, reverberando a sua apropriação de Rachel Korman “eyes”. Aquilo que ela selecionaria para fotografar, anotar ou planejar em formato audiovisual. “As viagens pelo eu dos eus” (com Tatiana Macedo e Helena Martins-Costa), contribuiu para a assunção dar visibilidade a como uma alteridade interagida diverge e converge simultaneamente num eu que – desde Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros – sabemos ser múltiplo e benfazejo, preservando a individualidade de todos.

Agostinho Gonçalves
Abraço Daqui. Para Aí, PEL, 2015, Gelatina sal de prata

Rachel Korman
Nós dois, 2015, Impressão em papel fotográfico

Cristina D’Eça Leal
Falta de bouquet, 2015, Impressão em papel fotográfico

Ana Pissarra e José Nascimento
Anette e Josephine, 2015, Impressão em papel fotográfico

Ana Laet
Palacete e Piscina, 2015, Impressão em papel fotográfico

Lelê Laet
Trilho carioca, 2015, Impressão em papel fotográfico

Marcos Chaves
Rachel60, 2015, Impressão em papel fotográfico

Mara Martins
Conversa de comadre, 2015, Impressão em papel fotográfico

Lara Portela
Inundaste-me, 2015, Caderno em projeção de alto contraste

Rachel Korman
Lightsex, 2015, Vídeo 1’ 40’’ em loop

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Agostinho Gonçalves

1a 1b
Rachel Korman – Cristina D’Eça Leal

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Ana Pissarra – José Nascimento

4a 4b   5
Ana Laedt – Lelê Laet

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Marcos Chaves – Mara Martins

Vemos um conjunto de elementos que, sendo representativos, implicam uma descodificação para além das aparências, da superfície-imagem das obras presentes nesta mostra. Diferenciadas e respondendo a estímulos estéticos, linguagens visuais e pensamentos, todas as peças obrigam à ação do visitante. Induzem a que se desenterrem significados e simbologias – efetivas da sua personalidade, das representações que potencializou nos “escolhidos”, das certezas e das fantasmasias reconcebidas. A transmutação desdobra-se em inúmeros e tantos mais que poderiam continuar a ser. Seria uma questão de tempo e muito mais haveria a acrescentar nesta roda.

O tempo de (para) reunir estas imagens todas é imenso e associa-se intrinsecamente ao espaço destinado/destinatário. No meu caso, as imagens das obras viajaram até mim, num primeiro momento, como epístolas modernas – via wetransfer. O tempo de as descarregar [baixar] e as abrir. Tão simples quanto, mas bem complicada, esta modalidade de relacionar-se com a contagem do tempo em modo virtual. O tempo de chegada a um destino tornou-se mais rápido, imensamente mais rápido e perigoso. Combater a efemeridade da velocidade em excesso e rotura significa parar transitoriamente, usufruir o luxo de demorar, de permanecer, contrariando a diretriz mais banalizada.

O tempo demora-se a ser tempo, ganho e achado em pequenezas felizes, detalhes ínfimos e fantasias preponderantes. De certo modo, quando Korman realizou a sua primeira exposição individual em Portugal, mostrando os seus fotógrafos a fotografar as fotografias de Cindy Sherman, deu o alerta! Os seus olhos estavam a ser habitados – pela posse do dispositivo analógico – pelos outros anónimos, atónitos e recetivos, quanto ao deslumbre perante as imagens fotográficas em que a artista norte-americana se transfigura ou transmuta em personagens e/ou protagonistas. Num ato decisório, a proposta metodológica e processual de Korman, incide não somente no que seja dado a ver pelos outros acerca de si, num empastamento de tempos, mas também a visceralidade das suas respetivas intencionalidades projetadas para outrem. Os tempos dos outros transformam-se em tempos-oferenda a Rachel Korman.

Texto de Maria de Fátima Lambert

 

Agradecimento:
Isabel Cernich, Filipe Jardim e Sérgio Rali.

 

Horário : quintas e sextas das 18:00 às 20:00 e por marcação : 919904885
https://www.facebook.com/22atelier.org

INAUGURAÇÃO

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Jun 262015
 

Visita Guiada 23 de Julho 18:30

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O encontro com uma fotografia, que integra um velho álbum de família depositado num arquivo museulógico, foi o pretexto para um exercício que invoca a Fotografia, enquanto instrumento de representação, metáfora do tempo, estética da ruína.

Exposição de Fotografia 2 Julho 2015 – 7 Agosto 2015
Quinta e Sexta: 18:00 – 20:00
Rua de Arroios, 22-A, Lisboa

 

Dec 162013
 
O 22Atelier vai abrir as portas (já limpas e bonitas) no próximo sábado 14 de Dezembro com a inauguração da exposição Admiráveis Mundos / Henrique Neves que faz parte da experimenta EXD’13 TANGENCIAIS / TANGENTS. É às 18:00 na Rua de Arroios 22 A, Lisboa.

 

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